Revista contemporanea de Portugal e Brazil, Volume 3

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Typografia do futuro, 1861
 

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Popular passages

Page 33 - ... de seus antepassados, e as maravilhas do Todo-Poderoso, elles cobriam suas faces humedecidas de pranto, e abandonavam as cordas frouxas e desafinadas de seus instrumentos musicos ao vento das tempestades. «•Religião divina, mysteriosa, e...
Page 33 - ... seus alaúdes nos salgueiros que bordavam o rio da escravidão; e, quando os homens que apreciavam as suas composições, quando...
Page 322 - O meu peito se afoga de ternura E sinto que o porvir não vale um beijo E o céu um teu suspiro de ventura! Um beijo divinal que acende as veias, Que de encantos os olhos ilumina, Colhido a medo como flor da noite Do teu lábio na rosa purpurina, E um volver de teus olhos transparentes...
Page 212 - Vão as serenas águas Do Mondego descendo E mansamente até o mar não param, Por onde as minhas mágoas, Pouco a pouco crescendo, Para nunca acabar se começaram.
Page 34 - O corpo do penitente assemelha-se a raízes ressecadas; sua pele está denegrida e queimada com o fogo da mortificação. O frio da morte agita seus membros lívidos e descarnados. Um moço religioso se...
Page 33 - ... toma esta coroa... Se dos espinhos que a cercam rebentar alguma flor, se das silvas que a enlaçam reverdecerem algumas folhas, se um adorno renascer destas...
Page 34 - Cristo despe seu hábito e pede outro mais velho, em que se envolva depois de morto. O superior olha em torno de si, e não encontrando quem ostente igual desprezo, veste igual à relíquia inestimável, e lhe dá em troca sua túnica. O corpo do penitente assemelha-se a raízes ressicadas; sua pele está denegrida e queimada com o fogo da mortificação.
Page 407 - Egypto á voz de Deus. Chora o poeta, o sabio, o artifice, o guerreiro, o religioso, o enfermo, o pobre; um reino inteiro; cada qual sente murcha uma esperança em flor; mas sobre tudo chora a escola, o ninho obscuro onde se nutre e empenna a aguia do futuro, e que a sente morrer faltando-lhe o calor.
Page 330 - Come un poco di raggio si fu messo Nel doloroso carcere, ed io scorsi Per quattro visi il mio aspetto stesso ; Ambo le mani per dolor mi morsi. E quei, pensando ch...

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