Ensaio biographico-critico sobre os melhores poetas portuguezes, Volume 3

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Imprensa Silviana, 1851 - 341 pages
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Popular passages

Page 283 - As filhas do Mondego a morte escura Longo tempo chorando memoraram; E, por memoria eterna, em fonte pura As lagrimas choradas transformaram: O nome lhe puzeram, que inda dura, Dos amores de Ignez, que ali passaram. Vêde que fresca fonte rega as flores, Que lagrimas são a agua eo nome amores.
Page 90 - Junto de hum secco, duro, estéril monte, Inútil, e despido, calvo, e informe, Da natureza em tudo aborrecido, Onde nem ave voa, ou fera dorme, . Nem corre claro rio, ou ferve fonte...
Page 200 - Aquela cativa, Que me tem cativo, Porque nela vivo Já não quer' que viva. Eu nunca vi rosa Em suaves molhos, Que para meus olhos Fosse mais formosa.
Page 284 - Vi claramente visto o lume vivo, Que a maritima gente tem por santo, Em tempo de tormenta e vento esquivo, De tempestade escura e triste pranto.
Page 166 - Aqui me representa esta lembrança Quão pouca culpa tenho; e me entristece Ver sem razão a pena que me alcança. Que a pena que com causa se padece, A causa tira o sentimento dela; Mas muito dói a que se não merece.
Page 280 - Ó ninfa, a mais formosa do oceano, Já que minha presença não te agrada Que te custava ter-me neste engano, Ou fosse monte, nuvem, sonho ou nada?
Page 250 - Mas moura em fim nas mãos das brutas gentes ; Que pois eu fui... E nisto , de mimosa, O rosto banha em lagrimas ardentes , Como co'o orvalho fica a fresca rosa...
Page 277 - E verão mais os olhos que escaparem De tanto mal, de tanta desventura, Os dous amantes míseros ficarem Na férvida e implacábil espessura; Ali, depois que as pedras abrandarem Com lágrimas de dor, de mágoa pura. Abraçados, as almas soltarão Da fermosa e misérrima prisão».
Page 276 - Naufragios, perdições de toda a sorte, Que o menor mal de todos seja a morte. «E do primeiro illustre que a ventura Com fama alta fizer tocar os...
Page 278 - Pomponio, Estrabo, Plinio, e quantos passaram, fui notorio: Aqui toda a Africana costa acabo Neste meu nunca visto promontorio, Que para o polo Antarctico se estende. A quem vossa ousadia tanto offende.

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