Obras de Luiz de Camões: Vida de Luiz de Camões. Elogios dedicados a L. de Camões, por alguns escriptores. Traduc̨cões dos Lusiadas e outras obras de Camões e relącão dos auctores estrangeiros que escreveram sobre o poeta. Escriptores portuguezes. Artistas. Monumentos a Camões. Edįcões

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Imprensa nacional, 1860
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Page 97 - Onde pode acolher-se um fraco humano, Onde terá segura a curta vida, Que não se arme e se indigne o Céu sereno Contra um bicho da terra tão pequeno?
Page 43 - Apartado se via em terra estranha, A cuja triste dor não acha igual. Só sua doce musa o acompanha Nos soidosos versos que escrevia, E nos lamentos com que o campo [banha. Destarte me figura a fantasia A vida com que morro, desterrado Do bem que em outro tempo [possuía. Aqui contemplo o gosto já passado, Que nunca passará por a memória De quem o traz na mente debuxado. Aqui vejo a caduca e debil glória Desenganar meu erro coa mudança Que faz a frágil vida transitória.
Page 17 - Neste logar ameno Em que inda agora mouro, Testa de neve e de ouro, Riso brando e suave, olhar sereno, Um gesto delicado Que sempre na alma me estará pintado. Nesta florida terra Leda, fresca e serena, Ledo e contente para mi vivia ; Em paz com minha guerra, Glorioso com a pena Que de tão belos olhos procedia.
Page 98 - Roga a Deus, que teus anos encurtou, Que tão cedo de cá me leve a ver-te Quão cedo de meus olhos te levou.
Page 65 - Junto de um seco, duro, estéril monte, Inútil e despido, calvo e informe, Da Natureza em tudo aborrecido; Onde nem ave voa ou fera dorme, Nem corre claro rio ou ferve fonte...
Page 148 - Que cosa mas lastimosa que ver un tan grande ingenio mal logrado ! Yo Io bi morir en un hospital en Lisboa sin tener una savana con que cobrir-se despues de aver triunfado en la India Oriental, de aver navegado 5:500 leguas por mar...
Page 100 - A troco dos descansos, que esperava , Das capellas de louro , que me honrassem , Trabalhos nunca usados me inventaram , Com que em tão duro estado me deitaram.
Page 67 - Toma novos esp'ritos, com que vença A Fortuna e Trabalho, Só por tornar a ver-vos, Só por ir a servir-vos e querer-vos.
Page 112 - Aqui, só verdadeiros, gloriosos Divos estão, porque eu, Saturno * e Jano, ' Júpiter, * Juno, * fomos fabulosos, Fingidos de mortal e cego engano. Só para fazer versos deleitosos Servimos...
Page 97 - Alma minha gentil, que te partiste Tão cedo desta vida, descontente, Repousa lá no Céu eternamente E viva eu cá na terra sempre triste. Se lá no assento etéreo, onde subiste, Memória desta vida se consente, Não te esqueças daquele amor ardente Que já nos olhos meus tão puro viste.

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