Os Lusiadas do século XIX: poema heroi-comico (parodia)

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Sociedade Typographica Franco-Portugueza, 1865
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Page 125 - O nome que no peito escripto tinhas, » Do teu Principe alli te respondiam As lembranças que na alma lhe moravam ; Que sempre ante seus olhos te traziam, Quando dos teus formosos se apartavam ; De noite em doces sonhos, que mentiam, De dia em pensamentos que voavam ; E quanto em fim cuidava, e quanto via, Eram tudo memorias de alegria.
Page 7 - E aquelles, que por obras valerosas Se vão da lei da morte libertando : Cantando espalharei por toda parte, Se a tanto me ajudar o engenho, e arte.
Page 144 - Quantos rostos ali se vem sem cor, Que ao coração acode o sangue amigo! Que, nos perigos grandes, o temor É maior muitas vezes que o perigo.
Page 8 - Alexandro , e de Trajano A fama das victorias que tiveram : Que eu canto o peito illustre Lusitano, A quem Neptuno , e Marte obedeceram : Cesse tudo o que a Musa antigua canta ; Que outro valor mais alto se alevanta.
Page 192 - Ó ninfa, * a mais fermosa do oceano, Já que minha presença não te agrada, Que te custava ter-me neste engano, Ou fosse monte, nuvem, sonho ou nada? Daqui me parto, irado e quase insano Da mágoa e da desonra ali passada, A buscar outro mundo, onde não visse Quem de meu pranto e de meu mal se risse.
Page 128 - Entre leões e tigres ; e verei, Se nelles achar posso a piedade, Que entre peitos humanos não achei : Alli co'o amor intrínseco, e vontade Naquelle, por quem mouro, criarei Estas reliquias suas, que aqui viste ; Que refrigerio sejam da mãi triste.
Page 144 - Deu sinal a trombeta Castelhana, Horrendo, fero, ingente e temeroso; Ouviu-o o monte Artabro, e Guadiana Atrás tornou as ondas de medroso. Ouviu o Douro ea terra Transtagana; Correu ao mar o Tejo duvidoso; E as mães que o som terríbil escu[i]taram, Aos peitos os filhinhos apertaram.
Page 91 - Eis-aqui, quasi cume da cabeça De Europa toda , o reino Lusitano, Onde a terra se acaba, eo mar começa...
Page 169 - Nunca juízo algum, alto e profundo, Nem cítara sonora ou vivo engenho, Te dê por isso fama nem memória, Mas contigo se acabe o nome e glória!
Page 125 - Do teu Príncipe ali te respondiam As lembranças que na alma lhe moravam, Que sempre ante seus olhos te traziam, Quando dos teus formosos se apartavam; De noite, em doces sonhos que mentiam, De dia, em pensamentos que voavam. E quanto, enfim, cuidava e quanto via Eram tudo memórias de alegria.

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